da (in)significância das perguntas românticas.




como uma semente que não vingou.
como um desacordo surpreendente.
como se o sonho fosse igual à maior das decepções - e de fato, foi.
como ele queria tudo quando eu justamente não quis.
como todo jornal foi colocado fora.

como emoção e rancor andam juntas - inseparáveis ao primeiro poste, apenas.

como toda intenção é coberta por um fino véu.
como?
como eu o protegi até o momento que pude, e que ele quis.
como durante um leve sono tudo foi colocado fora - como o jornal citado.
como eu acaricio as costas devagar sem querer encontrar arranhões que ele deixou.
como eu me contento em simplesmente olhar.
como nada disso foi certo desde o início.

eu sinto a minha falta e tudo o que nunca achei que existisse - coisas como amor, romance, perguntas no meio da noite, saudade e outras coisas (in)significantes.
e eu sinto sua falta.



fotografia de Diego Bertoldi

Um comentário: